segunda-feira, 7 de março de 2016

Saudade de Mim

Eu não sei vocês ai do outro lado, mas aqui tenho sempre a sensação de que a cada dia que passa as coisas na internet ficam um pouco mais monótonas... já não encontro mais aquele frescor da novidade nas coisas, são apenas uma sequencia de repetições onde a sensação que me dá é sempre a de que mudaram os atores mais a encena apresentada é sempre a mesma...

Poucas são as vezes que ainda me surpreendo com alguma coisa, bem diferente dos tempos do começo da internet, as salas de bato papo onde o mais interessante era fazer amigos, os vídeos que surgiam na rede sempre originai e muito engraçados... mas eram os tempos da internet discada, do acesso mais restrito, como li dia destes hoje qualquer idiota tem voz na rede mundial de computadores. (inclusive este que vos fala)

Sou saudosista sim, vivi o que houve de melhor na internet, os chats, o ICQ, o Napster (quando algumas vezes demorava horas para baixar apenas uma música), e pensar que hoje baixamos filmes completos em HD em alguns minutos... Baixar filmes então nem se fala, me lembro bem do primeiro divx que baixei, "O Homem Aranha" uma semana inteira... Algumas vezes fico me perguntando se as pessoas ainda trocam e-mails...

O que me leva a lembrar das cartas, sim, aquelas mesmo que escrevíamos, colocávamos em um envelope, íamos até uma agencia do Correios e enviávamos...levava alguns dias para chegar ao destinatário e mais uns tantos até termos uma resposta, telegramas era só para urgências e absolutamente sucintos, do tipo: "Fulano morreu pt enterro amanhã 15h pt"

Hoje estou assim, com saudade de mim...

sábado, 16 de janeiro de 2016

O Cachorro de Rua

Com o tempo eu fui aprendendo que ninguém é "para sempre" em nossas vidas, ainda que a gente sempre espere que algumas relações sejam eternas. Vejam bem, não falo apenas dos relacionamentos amorosos... mas de todo e qualquer vínculo com uma outra pessoa que estabelecemos ao longo da vida.

Não quero dizer com isso que as amizades se findam. Não, muito pelo contrário, algumas se fortalecem justamente pela ausência, pela distância... mas muitas simplesmente se perdem, vão se esvaindo, não fica nem a saudade, e na ausência de qualquer sentimento que seja, bom ou ruim, nos damos contas de que aquela pessoa foi... não importa mais em sua vida.

Tenho alguns, poucos, amigos que nunca os vejo, seja pela distância física ou pela vida atribulada de cada um, mas são pessoas que estão sempre presentes, de alguma forma que alguns podem até chamar de mística. Nisso eu agradeço sempre à tecnologia que tornou possível o distante estar próximo. Eu não preciso falar com alguém todos os dias da minha vida para me importar com esta pessoa... mas eu sou canceriano... sinto falta de um bate papo, um olho no olho, um abraço, um beijo de despedida, um alô no final de uma semana conturbada... sinto necessidade de proximidade.

Acho que isso que me faz ser como aquele cachorro de rua que se joga no chão, abre as pernas e abana o rabo de felicidade ao primeiro sinal de atenção de qualquer estranho, maluco, aproveitador, ou qualquer outra categoria de pessoa insana que costuma aparecer nas nossas vidas.

Hoje, está nublado, e eu queria bater papo a noite toda e dar risadas.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Os vivos sempre aparecem!

Não faco nem ideia de quanto tempo não venho aqui para escrever. Acho que até quem costumava me ler já casou, teve filhos ou quem sabe até passou dessa para melhor... mas eu estava por aí, vivendo... e claro, a possibilidade de escrever diretamente do iPad, a qualquer momento (como por exemplo agora, deitado na cama insone) também me animou a retornar.

Para facilitar a vida: eu ainda sou sozinho no mundo sem ninguém! Estamos no ano de 2016... eu tenho duas lindas jabutis, que passam a maior parte do tempo dormindo, moro no Rio de Janeiro, e continuo odiando o calor. Tenho um Citröen C3 azul e muitas musicas para ouvir.

Minha coleção de DVDs aumentou consideravelmente, e consegui me desfazer de muitos CDs, não sem antes transforma-los em arquivo digital.

Mas como estava dizendo: o pensamento continua funcionando melhor durante à noite, quando eu deveria estar dormindo. Estava aqui pensando em como é difícil dizer algo para alguém que perdeu uma pessoa amada, sim a perda é sempre muito difícil, mas definitivamente nosso idioma não ajuda em nada. Sempre considerei péssimo o tradicional e formal "Meus pêsames", acho pesado. Tem quem use o "Sinto muito", que, infelizmente, na língua portuguesa fica deslocado e incompleto, já que o mais correto seria dizer "Sinto pela sua perda".

Pensava nisso pois os últimos dois anos foram de muitas perdas, vi pessoas muito queridas tendo que se despedir de pais, mães, amigos... Nunca sei exatamente o que dizer, a dor de perder alguém é única, pessoal e intransferível. Ninguém pode sentir por outra pessoa. Podemos sentir a nossa própria dor, ou melhor, podemos ter a nossa lembrança de quando perdemos alguém... mas não podemos ter a dor do outro. Pois esta, é resultado das experiências vividas, dos afetos trocados... Escolho sempre, por fim, palavras menos formais, de encorajamento, de que a vida, justa ou injusta, longa ou curta, deve seguir adiante!!!!

Todos teremos perdas na vida, é o ciclo natural das coisas... 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Os meus amores impossíveis

Não entendo por que sempre me vejo em meio à amores impossíveis... daqueles que fazem a gente sentir um aperto no coração em pensar na pessoa e saber que "não, não é para você!". Uma vez alguém me disse que este era o jeito que encontrava para não me entregar de fato à um amor verdadeiro, faz sentido. Mas preciso que saibam que todos meus amores impossíveis são verdadeiros...

Então, em um dado momento alguém aparece na minha vida, eu permito que esta pessoa se torne absolutamente real e presente, mas está a milhas de distância... me conta das suas dores do coração com outras pessoas, e eu fico ali ouvindo e pensando... "Ahhhh... me deixa te fazer feliz!" e sem eu perceber, aquele se torna o melhor amor que eu jamais consegui ter... e pelas circunstâncias da vida, jamais terei.

Mas aprendi a me permitir ao não sofrimento... então eu saio me retiro, vou deixando que a vida siga seu rumo... mas fico sempre com a sensação de que perdi o amor de uma vida. 

Estou triste este dias... me perdoem.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Um cara legal... pero no mucho!

Tenho muitos arrependimentos na vida, tantos que acredito que não conseguira listá-los caso decidisse enumerá-los. Arrepender-se, ou simplesmente perceber-se de um erro, é sempre uma viagem dolorosa, porém muito útil na vida de qualquer um. Nos torna mais senhores de quem somos! Nos permite deixar de lado a arrogância de nos acreditarmos sempre corretos, sempre senhores da razão. Nos coloca naquele lugar incômodo de pessoas com falhas, algumas vezes injustas, outras arrogantes, muitas vezes orgulhosas...

Deveríamos aprender o valor de saber errar, ainda na infância, talvez até no máximo o final da adolescência, para então na vida adulta cometermos erros sim, mas sabendo que estamos errando, por vezes ao acaso ou deliberadamente. Mas via de regra, isso só acontece passado algum tempo da vida adulta, certamente porque é nesta época que precisamos assumir as responsabilidades por aquilo que fazemos, mais fácil seria, se fosse possível, abolirmos o arrependimento de nossas vidas, viveríamos todos como em um hospício, cada qual com sua loucura, senhores de si e donos da razão, onde, para cada umbigo haveria um universo girando ao redor!

O fato é que gostaria de ter errado menos. Tenho sempre aquela sensação de "perversidade" quando penso em muitas coisas que fiz, muitas vezes contra pessoas que não tinham a ínfima chance de se defenderem. Mas não pretendo fazer um "mea culpa" das terríveis coisas que cercam meu passado....passou! As vidas seguiram adiante, eu tenho tido o castigo merecido, e por fim, cada um de nós deverá conviver com o juiz mais feroz que pode haver: nossa própria consciência!

Mas eu ainda me considero um cara legal... na maior parte das vezes!


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Um livro que não existe

É sempre dos aniversários que a gente começa a pensar um pouco mais na vida e em como temos vivido. Algumas pessoas fazem isso também com a chegada do final do ano, acho que a diferença está apenas no tipo de pensamento. Enquanto que no final do ano revemos os planos do ano que termina e traçamos as novas metas para o ano seguinte, e então eu poderia dizer que, via de regra, estes pensamentos são mais imediatistas, os pensamentos de aniversário são sobre a vida como um todo, são sobre o que fizemos de certo e de errado ao longo de todos os anos precedentes...

Até alguns anos atrás eu poderia dizer que tinha um saldo positivo sobre a minha vida. Acreditava ter feito as escolhas certas nos momentos necessários, mas a cada ano tenho percebido que escolhi errado muitas vezes, na verdade escolhi certo para aquele momento, não necessariamente para a vida. Então de alguma forma mantenho o saldo sempre positivo, ainda que o julgamento do tempo me mostre que estava errado. Pois afinal de contas, ninguém tem um "livro com todas as respostas" para o futuro possível de consultar no momento de fazer uma escolha difícil. Agimos por impulso, por "feeling", pelo que já tenhamos vivido e pelo que já tenhamos acumulado de sabedoria, ou seria correto dizer "burrodoria"?!

Então deixamos de comer aquela iguaria única em uma viagem à um local exótico; ou simplesmente não fomos a um local exótico pois a opção "férias de sempre" com os amigos estava mais à mão... não vestimos aquela camisa laranja nem aquela calça verde, na verdade sequer chegamos a comprá-las pois sempre nos percebemos mais "caretas" e comportados no jeito de vestir... ou não fomos naquela festa, ou não falamos aquilo que estava preso na garganta (para o bem ou para o mal). Fomos seguindo a vida como acreditamos que deveria ser. E sem o tal "livro com todas as respostas" jamais saberemos se nossa vida teria que ser o que é!

Não dá pra ficar esperando, não podemos esperar acontecer! FAÇA ACONTECER!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Momentos de falar e calar

Quase dois anos sem passar por aqui... acho que é assim mesmo, deve ser assim, em algumas épocas é melhor não dizer nada do que lançar palavras ao vento, ou "nas ondas", pode ser que acabem sendo lidas por olhos inadvertidos, sem conhecimento de causa e olha ai o equívoco formado!

Não preciso dizer que muitas coisas, boas e ruins, aconteceram neste tempo, como deve ser a vida. Também acredito que não seja necessário dizer que muitas pessoas vieram e foram, algumas permaneceram e é claro, algumas poucas pessoas estão mais presentes do que nunca!

Olhando para os quase dois anos que passaram percebo que talvez a única coisa que mudou pouco foi eu mesmo, na essência permaneço o mesmo, prefiro acreditar nas pessoas, tenho necessidade algumas vezes de estar sozinho, quieto no meu canto (coisa de canceriano né!), sofro as desilusões e sigo em frente. Talvez de uma coisa eu tenha mais certeza do que nunca tive: eu caio, eu envergo mas eu não quebro! Acho que as pessoas coerentes são assim. Também neste tempo, tomei mais consciência de que ninguém será eterno! Não importa o quanto a gente ame e queira junto, em algum momento algumas pessoas irão partir, seja por vontade própria seja por desígnio do Criador... e a gente vai chorar e seguir adiante!

Bom, só para localizar estes escritos no tempo... está rolando a Copa do Mundo aqui no Brasil (quem apostou no #nãovaitercopa deve estar decepcionado), vejo muitas pessoas insatisfeitas com o atual governo petista mas, infelizmente, não vejo nenhum nome de oposição capaz de trazer renovação ao cenário. 

Quero falar de uma coisa... (parece canção do Milton Nascimento), mas vou amadurecer as ideias antes de torná-las palavras! Sabe aquilo do "ter um momento para falar"?! Pois é... tenho sentido necessidade, apenas não percebi ser o momento ainda! E mais um aniversário está chegando!!!! 42 anos...

domingo, 24 de junho de 2012

Palavras incomuns para coisas comuns

Sou uma daquelas pessoas que se dedicam com intensidade a tudo que me proponho. Mas a maturidade dos meus quase 40 anos (só faltam duas semanas e uns dias) me fizeram criterioso. Abro mão daquilo que não me faz bem, abro mão do que causa tristeza, do que magoa, deixo de lado tão rápido quanto me apego.

Sim, eu sou carente! Eu gosto de atenção. E vejam bem, atenção é muito mais do que uma mera e simples "babação de ovo". Um "oi como vai?" me faz ganhar o dia, muitas vezes são melhores do que inúmeras palavras de bajulação ditas sem nenhum sentimento. E pode parecer estranho, até meio mágico, mas os anos me apuraram a audição para perceber estas sutis diferenças. É quase como eu costumava dizer para alguns amigos gaúchos do terrível habito de cariocas em terminarem uma conversa com o "Passa lá em casa!" e jamais te darem o endereço!

Passei, ao longo dos anos, a acreditar cada vez menos nas pessoas, aprendi que é uma excelente forma de me preservar de maiores decepções. Mas de vez em quando a gente se engana, comete erros, e lá estou eu novamente estupefato em como o ser humano não dá valor a sentimentos verdadeiros. Percebo que pessoas deste tipo (se é que podemos chamar de pessoa) se multiplicam como ervas daninhas... e por mais que eu cuide do meu jardim, de tempos em tempos preciso extirpá-las.

Acho que a proximidade do meu aniversário me fez refletir sobre muitas coisas. Minha vida que seguia um curso tranquilo, de repente entrou em um turbilhão e dezenas de coisas boas começaram a acontecer, e eu quero coisas boas, assim como pessoas, perto de mim! Se alguém me pergunta-se alguns meses atrás como é fazer 40 anos, eu nem saberia o que dizer.... mas hoje eu posso garantir, está sendo muito bom!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Para esquecer... basta meia hora!

Levamos uma vida construindo a nós mesmos, a cada dia, cada hora, cada minuto. Vamos elaborando quem somos com idéias, com músicas, com filmes, livros e experiências. Vamos, ao longo do tempo, recolhendo referências que podem explicar para qualquer ser vivo quem nós realmente somos! Há os que conseguem ser honestos consigo mesmo, e infelizmente os que criam imagens opostas ao que são, por que estes certamente não gostam do que o espelho da alma reflete quando precisam olhar para si.

Para construir, é preciso tempo, dedicação e sinceridade. Para esquecer basta meia hora! Basta que por meia hora sejamos capazes de olharmos para nós mesmos e percebermos o quanto somos maiores. E para cada lembrança que insistir em nos torturar, possamos dedicar meia hora a nós mesmos, e ouvir novas canções, ler novos poemas, usar novas roupas, experimentar novos sabores.

Dedique meia hora com as pessoas que o cercam, converse, ria de si mesmo, descubra novos assuntos, arrisque-se nos próximos trinta minutos em um mundo que não é o seu! Veja o novo como um infinito de possibilidades. Use estes trinta minutos não para avaliar ou emitir valores, use-o para encontrar aquilo que o outro tem de melhor!

Faça bom uso dos trinta minutos deixando para trás as más lembranças, as coisas que esfriam seu coração... você vai acabar percebendo que precisa de bem menos tempo para mantê-lo aquecido!

No final deste tempo, você pode até precisar de mais um pouco... e isso será você mesmo quem vai decidir, por que o mais importante, é que após uma meia hora você terá se dado conta de que algumas pessoas não merecem sequer 30 segundos da sua vida!

P.S: Para todos, um FELIZ ANO NOVO!

domingo, 30 de outubro de 2011

As lembranças inesperadas.

Estes dias estava indo para a faculdade, normalmente sempre pego o ônibus relativamente vazio, sempre com algum lugar para fazer a viagem sentado, mas por algum motivo naquele dia o ônibus estava cheio. Quando entrei já havia um senhor parado antes da roleta... eu acabei parando por ali também, de pé. O iPod ligado tocando alguma coisa mais agradável do que a conversa do motorista com o cobrador. Fiquei ali, lamentando a viagem de pé, até que meus olhos seguiram diretamente para aquela plaquinha, logo acima do motorista que dizia: "Fale ao motorista somente o indispensável".

Nada demais se no segundo seguinte eu não tivesse viajado alguns anos na memória, e me vi ali, ainda criança, com a mãe... perguntando para ela "quem era o indispensável?". É, na minha cabeça infantil, o "indispensável" deveria ser uma pessoa, e somente esta pessoa poderia falar com o motorista. Claro que eu devo ter rido da lembrança, que persistiu por quase toda viagem. E como um filme as perguntas que fazia quando criança invadiram meus pensamentos: "Quem é o indispensável? Por que só o indispensável pode falar com ele? Como a gente faz pra ser indispensável?"

Nestes momentos que percebo como tive uma infância bacana, cheia de perguntas. Percebo que os anos (e as decepções) não foram capazes de me tirar a curiosidade infantil, a vontade de descobrir coisas novas, de conhecer. Talvez tenha ficado apenas mais seletivo, mas eu sei que ainda está aqui!!!!


O triste desta história é que o tempo me fez perceber que ninguém é indispensável...

sábado, 6 de agosto de 2011

Uma voz que não se pode calar!

Preciso começar pedindo desculpas para meus poucos leitores, acostumados com minhas divagações sobre a vida e as coisas que a cercam. Peço desculpas pois desta vez estou usando este espaço para tentar corrigir uma injustiça cometida pelo Facebook, que acatou um "report" sobre um de meus textos e sumariamente o excluiu daquele site.

O texto em questão tinha o título de: "Como nos tempos da Ditadura Militar", e se propunha apenas a discutir e fazer uma breve análise sobre o posicionamento do Coordenador do Curso de Turismo quanto a colocação de alguns alunos que se demonstraram insatisfeitos com a coordenação. Lá no Facebook, o tema surgiu em um evento criado POR ALUNOS, chamado "FICA RACHID (TURISMO E HOTELARIA). Tal evento tem como objetivo dar apoio e manifestar o desejo dos alunos dos cursos citados pela permanência do Professor Adilson Portugal Rachid como docente.

Como toda e em qualquer manifestação, muitas vezes outros temas surgem e são trazidos ao debate, e foi justamente o que aconteceu. A insatisfação de alguns alunos quanto a coordenação do curso e em específico quanto ao Sr. Coordenador foi expressa de forma clara, e vale dizer: não ofensiva a sua honra. Acredito que qualquer pessoa que ocupa uma posição de liderança e coordenação deve estar preparada para receber críticas, tanto positivas quanto negativas.

Foi justamente neste ponto que centrei o meu escrito, pois para minha (desagradável surpresa) o Coordenador do curso rebateu as críticas feitas usando de ironia e arrogância, em resposta à aluna ele diz: "Se você pensa assim,sugiro que procure urgente outra Instituição de Ensino,para estudar... Sinta-se ,por favor,no seu direito de procurar outra universidade"onde o coordenador não afunda o curso!". Assim como no tempo da Ditadura Militar, quando o poder instituido não podia ser questionado, e àqueles que o faziam eram silenciados pela força da morte, ou então deportados do país, me parece que o Coordenador vê como opção mais simples, convidar os alunos a deixarem a Instituição, muito mais simples do que olhar para o próprio umbigo e se questionar, muito mais simples do que abrir um canal para diálogo, para discussão.

Feito este paralelo entre os Ditadores e a atitude do Coordenador, também me chamou atenção quando o mesmo diz: "
Não tenho nenhum apego pelo cargo de coordenador mas aqui estou há 18 anos coordenando o Turismo". Sim Senhor Coordenador, a maior parte dos Ditadores espalhados pelo mundo também diriam que não tem nenhum apego a seus Governos, mas estão lá por muitos e muitos anos. Me questiono se esta é uma atitude egoísta ou altruísta?!?! Devemos todos então agradecer por sua boa vontade que ao longo de 18 anos se submeteu a ocupar o cargo de Coordenador?

A disposição de diálogo e a aparente incapacidade do Coordenador em aceitar a voz de terceiros me é tão evidente e fica absolutamente comprovada quando este tenta justificar a impossibilidade do Professor Adilson Portugal Rachid em permanecer como docente dos cursos de Turismo e Hotelaria. A melhor resposta que o Coordenador conseguiu encontrar foi: "
aumentar sua carga horária no curso de direito, o que trouxe uma incompastibilidade com o horário de turismo e hotelaria". Ora meu caro Coordenador, qualquer pessoa com um mínimo de capacidade lógica chegaria a conclusão mais óbvia nesta sua colocação: O Professor Rachid aumentou a carga no curso de Direito apenas para não ter horários disponíveis para os cursos de Turismo e Hotelaria? Ou será que aumentar a carga horária no curso de Direito não reflete a insatisfação do mesmo com a Coordenação do curso de Turismo? Mas tenho plena certeza de que este questionamento não lhe passou pela cabeça não é mesmo? Ou quem sabe, assim como o senhor fez com a aluna que lhe criticava também o fez com o Professor Rachid e lhe disse que ele era livre para sair da Instituição?


Enfim, meus caros. Tentei reproduzir o que já havia sido dito. E continuo afirmando e acreditando que a VOZ DOS ALUNOS se fará valer, assim como temos visto a voz do povo ecoando contra ditadores mundo a fora!!!!!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

...no balanço das horas...

...tudo pode mudar!!! Era uma musiquinha boba de um grupo chamado Metrô, ali pelos anos 80... mas é daquelas que grudaram na cabeça e de vez enquando insistem em ecoar...

E o mais estranho de tudo, é que no balanço das minhas horas, nada parece mudar!!!! Só aquela sensação de que no segundo seguinte eu poderia chorar, deitar e dormir, escrever alguma coisa...ou simplesmente quase tudo isso ao mesmo tempo! Dá até saudade dos anos 80!

Mas por hoje é só, tenho alguns pensamentos confusos, parafusos soltos, e como pretendo passear de balão já que o vento está favorável, tenho balões coloridos para encher!

domingo, 24 de julho de 2011

Back to... black!

Não é nenhuma novidade a morte da Amy Winehouse, ontem 23 de Julho de 2011. E eu só conseguia pensar nas palavras de Ariano Suassuna, em O Auto da Compadecida, que dizia: "Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre."

É indiscutivel a contribuição que Amy Winehouse deu à música, garantindo com apenas dois álbuns que seu nome permaneça para todo o sempre como uma (boa) referência, sobreviverá a sua curta, e tumultuada vida. Também é de conhecimento de todos o quão "perturbada" era a vida pessoal dela, seu envolvimento com drogas, o casamento problemático... mas tudo isso é justamente o que construía o mito de Amy Winehouse, a garota talentosa, a vida conturbada, festas, drogas, escândalos... foi assim que as pessoas aprenderam a gostar dela. O persoangem rebelde que não seguia padrões... talvez não tivesse uma imagem tão marcante se fosse toda careta e comportada. (Sim, isso é uma referência clara a outra inglesa igualmente talentosa)

Mas morreu, se juntou ao rebanho de condenados, e na verdade no caso de Amy, buscou de todas as formas o fim que teve, uma pessoa adulta, com um mínimo de discernimento sabe quais são as consequencias do abuso de drogas, e a moral vale para àqueles que ainda correm riscos fazendo sexo sem preservativo, os que bebem antes de dirigir... e tantas outras situações. Não, eu não tenho pena dela. Não eu não chorei ao saber de sua morte, e para ser bastante honesto, relutei um pouco em escrever algo sobre. Escrever o que? O que todos sabiam ser absolutamente possível de acontecer? E ai entra Suassuna nos meus pensamentos... talvez para me calar e refletir que TODOS nós teremos nosso encontro inevitável, e um dia estaremos no mesmo rebanho de condenados. Talentosos ou não, com drogfas ou sem elas.

R.I.P Amy Jade Winehouse ☆14.09.1983 † 23.07.2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Onde já se viu, o mar apaixonado por uma menina?

Me pego muitas vezes pensando em pessoas que sequer sabem da minha existência... fico imaginando então, o que eu poderia falar para estas pessoas, o que gostaria de viver junto, de compartilhar, de construir...

Certamente a primeira pergunta que qualquer pessoa me faria seria: Mas de onde surgem estas pessoas? Não, não são "amigos imaginários" como os que tivemos na infância (e eu realmente espero que todos tenham tido algum um dia), são pessoas de carne e osso, com suas vidas atribuladas (e isso já é parte da minha imaginação) que estão por ai. Surgem na minha existência por uma foto em algum perfil de rede social, cruzam alguma esquina da cidade, embarcam na mesma condução que eu. E minha imaginação pode durar apenas o tempo da viagem, ou alguns dias... só me preocupo mesmo quando a imagem não se desfaz depois de algumas semanas.

É como se apaixonar cada dia por alguém diferente, mantém no coração da gente uma chama acessa, faz com que não deixemos de acreditar de que neste mundo, para esta vida, existe alguém a nossa espera... cruzando uma esquina, fazendo o mesmo trajeto... compartilhando amigos...

Faz a gente acreditar que bastaria dizer : EI, ESTOU AQUI! e então o destino providenciaria todo o restante. Apaixonar-se por pessoas desta forma não nos garante nada além de alguns momentos de imaginação (e ai é preciso que você tenha alguma!!!!) e é claro, nos faz nunca viver o momento de separação... Não teremos "a nossa música", "o nosso filme preferido"...por que afinal de contas, esta é uma história de apenas uma pessoa, e sua imaginação fértil!

domingo, 10 de julho de 2011

... de cada amor, tu herdarás só o cinismo...

Foi um longo período de hibernação, sem vontade de escrever ou sem nada, de fato, relevante para preencher este espaço. E até seria tolice minha dizer que nada aconteceu na minha vida em todo este tempo, desde minha última postagem, como uma justificativa para minha ausência. Sim, muitas coisas aconteceram, por que afinal de contas, "o mundo é um moinho"!!! Não para!

Em todo este tempo, muitas foram as vezes que cheguei até aqui, abri uma página, escrevi duas ou três palavras e ai percebia que a urgência da vida real me chamava. Percebi que não publicar nada era de alguma forma, também dizer alguma coisa.

Mas sinto saudade, sinto desejo intenso de escrever, mesmo quando não há nada para ser dito.

Sinto vontade de contar que eu continuo sonhando por ai, que ainda passeio de balão colorido, que as chuvas de sapos ainda acontecem. Sinto que não posso deixar de contar que vi um rosto qualquer, em algum lugar qualquer por quem fiquei apaixonado, e que possivelmente jamais verei novamente... sinto que preciso dizer as inúmeras vezes que tive vontade de chegar ali e dizer: "Oi, meu nome é Alexander, gostaria de conhecer você!"

Não sei se estou voltando... mas escrever hoje aqui, depois de completar 39 invernos, na última sexta feira pode ser um bom sinal!

Eu ainda acredito no amor!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

As Férias...

Andei este ano contando os dias para poder finalmente estar de férias da faculdade, simplesmente por que a cada dia do segundo semestre que está terminando eu tinha aquela sensação de estar no lugar errado, estudando a coisa errada, e todos os dias quando saia de casa me perguntava: Será que é isso mesmo que eu quero fazer?

E acreditem vocês, em cada uma das vezes a resposta que encontrei para a pergunta sempre foi.... NÃO! E é claro, um enorme número de novos questionamentos acabava invadindo meus pensamentos: Por que não tranco e vou fazer outra coisa? Que outra coisa eu poderia fazer? Não encontrei respostas, mas sigo me perguntando. Por isso estas férias estavam sendo tão esperadas. Quero ir ficar na beira do mar, sentir a brisa. Quero ir para algum lugar onde nunca estive antes, quero andar por ruas novas, me perder, conversar com estranhos. Quero experimentar alguma comida que nunca comi!

Quero não me perguntar de nada! Quero na verdade o lugar do nada, da coisa alguma, da não preocupação, quero o sentimento da infância... da pré-infância!!! E se no meio disso tudo encontrar a segurança de um abraço verdadeiro, então escreverei aqui depois: As Melhores Férias da Minha Vida!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Compartilhando!

Li este texto, cujo título é "Belezas", no perfil de um vizinho de FarmVille no Facebook... cheguei a enviar uma mensagem perguntando se era de autoria dele ou ele havia copiado de algum outro lugar, então que me perdoe o autor deste maravilhoso texto, mas preciso compartilhá-lo com mais pessoas!!!!

"Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças.

Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real. Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.

Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa. A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé."

Os negritos são por minha conta...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Aonde foi Exatamente...

... aonde foi exatamente que minha vida saiu dos trilhos? Em qual esquina daquelas, que deixei para trás faz tempos, eu deveria ter tomado a outra direção? Não me dou conta de quando foi que a canção deixou de ser tocada, simplesmente continuei cantarolando aquela mesma melodia... me perdi.

Dedicar tempo a si mesmo por vezes pode ser assustador, mas é certamente quando podemos, enfim, nos darmos conta de que não importa qual o caminho que escolhemos. Estamos neste momento, somos o resultado de todas nossas escolhas e se algo precisa ser diferente então que se arregace as mangas e trate de mudar AGORA!

Eu sei que deixei muitas pessoas para trás, sei que nem sempre fui justo, ou sincero. Mas sei também que não poderia fazer nada de diferente naqueles momentos. Digo isso, justamente por que precisei passar por algumas vidas (ora para o bem, ora para o mal) para somente agora perceber o valor dos relacionamentos. É por isso que AMO meus verdadeiros amigos, não importa a distância física, não importa que não nos falamos, não importa nem mesmo a idéia de que talvez nunca mais durante esta vida estejamos frente a frente! O que me importa é o que sinto por eles, os bons pensamentos, a saudade, e principalmente: o desejo sincero de que cada um deles esteja bem e feliz!

E eu cortei os cabelos... bem curtos, na máquina... precisava ver alguém diferente no espelho pelas manhãs... admito: não funcionou muito, mas agora já era!

domingo, 28 de novembro de 2010

Um Longo Inverno!!!

Cá estou eu, quase no final de Novembro e me dou conta de que a última vez que estive por aqui foi em Maio... e na verdade nem sei por onde começar, talvez pedindo desculpas a todas as pessoas que por aqui passaram ao longo deste tempo e nada de novo encontraram! Mas acreditem, algumas vezes ficar quieto no nosso canto é tudo que mais precisamos, e acho que eu estava precisando, de um momento de hibernação!

Não vou sair escrevendo tudo que se passou neste tempo de ausência, até por que certamente não me lembrarei de tudo, pouparei a todos de um longo e cansativo relato de fatos que em sua grande maioria já se perderam no tempo, algumas coisas serão ditas, as que marcaram, as que foram importantes, o restante é só história...e como aquela trama paralela das novelas que servem apenas para encher os capítulos!

Não sei se já disse isso aqui, mas eu sou CARIOCA! E vivo no RIO DE JANEIRO! Sim, é preciso letras maiúsculas para dizer isso, por que tenho orgulho do lugar onde nasci. É fato que abandonei minha cidade por quase 10 anos, e foi justamente isso que me fez perceber o quanto amo o Rio. Tudo isso para começar a escrever algumas coisas sobre esta última semana, de caos e de esperança. Para levantar alguns pensamentos que precisamos ter e precisamos discutir, e penso que se uma pessoa ler o que aqui está escrito, e desta leitura surgir um novo questionamento, já terei feito algo grande!

Da noite para o dia a cidade virou do avesso, vimos carros sendo queimados, pessoas assustadas nas ruas, tivemos aulas canceladas, provas, fomos liberados do trabalho mais cedo para que pudéssemos estar em nossas casas antes do escurecer. Tudo isso até já tínhamos visto, nada parecia exatamente novo, o que se tornou novo no nosso cotidiano foi a reação enérgica da polícia (e entenda aqui a polícia como um todo: militar, federal, do exército) e os fatos que todos acompanhamos em tempo real, seja pela internet ou pela TV. Foi uma versão ao vivo e sem cortes de "Tropa de Elite".
Nos dias seguintes continuamos acompanhando as prisões de parentes, advogados, invasão de comunidades, com a esperança de que após encerrado todo este episódio tenhamos a certeza de que SIM, nossa cidade estará mais segura (e é claro que isso não será o fim da violência, afinal aqui não é o País das Maravilhas).

E o que parece ser o fim de um capítulo, para mim é exatamente onde as coisas precisam ser discutidas: Temos um sistema prisional realmente capaz de manter estas pessoas fora da sociedade? Temos um sistema judiciário que não garanta benefícios para estes bandidos após suas condenações? Será que alguns deles não terão pena reduzida? Cumpriram apenas 2/3 do que devem ficar na cadeia? Por que não temos prisão perpétua no nosso país? (e esta seria a possibilidade para substituir a pena capital). E estas localidades? O que será feito delas? Por que o Estado (leia-se Municipal, Estadual e Federal) não assume a responsabilidade pela re-urbanização destes locais? Ainda que para isso seja preciso colocar tudo abaixo e construir tudo novo? Com ruas pavimentadas e largas, infra-estrutura adequada, casas que tragam dignidade às pessoas que ali permanecerem...(E eu prefiro ver o dinheiro dos meus impostos gastos desta forma do que na construção de Estádios para Jogos, Copas e etc)

Me parece que invadir, matar e/ou prender os traficantes é apenas o começo de algo muito maior. E o diferente, é que queremos acreditar que desta vez será diferente!!!!

Voltei...

domingo, 23 de maio de 2010

Fim de ciclos...

Li isso sobre cancerianos... sobre mim mesmo... achei tão perfeitinho que precisava colocar aqui:

"Conviver com um canceriano é pegar carona nas mais encantadoras viagens que alguém poderia ofertar. São contadores de histórias, são os que mantém a memória viva! É com emoção que relatam as coisas. É muito bom levar alguém especial para conhecer este mundo admirável. É tempo de sentar com as pessoas e partilhar as histórias de vida"

Então o que vocês estão esperando, vamos compratilhar histórias!!! Boa semana para todos!


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Now playing: Whitney Houston - I Look To You
via FoxyTunes